16/05/2019

A Previdência Social só registra déficit, por conta da crise econômica que destruiu postos de trabalho e diminuiu a arrecadação do INSS. Mais que isto, a própria noção de déficit foi construída com base em distorções como a confusão contábil de gastos, as desonerações desenfreadas e a DRU (Desvinculação das Receitas da União).

São argumentos que o movimento sindical utiliza para combater o progresso da PEC 06/2019, a Reforma da Previdência. Nesta terça-feira (14), eles foram robustecidos por embasamento técnico, pelo coordenador das Relações Sindicais do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), José Silvestre Prado de Oliveira.

Em parceria com a USTL, o Conespi (Conselho de Entidades Sindicais de Piracicaba) trouxe Prado à Câmara daquela cidade, exatamente para instrumentalizar o discurso dos sindicalistas com dados e números. Cerca de 20 entidades sindicais participaram do evento, de 8 cidades da região (Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Campinas, Santa Bárbara D´Oeste, Tietê, São Pedro e Cerquilho). O Stial esteve presente.

“Na França, a Previdência tem um déficit de 30% do montante total de recurso do sistema. É a parte do governo, o que caracteriza o aspecto social do sistema”, argumentou. Ele criticou a obsessão do governo Bolsonaro na busca desenfreada do equilíbrio deste custo, em processo que trará pobreza, e ironicamente menos recursos para a própria Previdência.

Prado também desmistificou o “combate aos privilégios”, no discurso do governo para justificar a Reforma. “Grupos fortes como o dos militares impediram um avanço maior do Paulo Guedes. Na ponta mais fraca, temos que 30% dos segurados se aposentou por tempo de serviço, recebendo uma média salarial de R$ 2.100 por mês. Seriam estes, os grandes privilegiados que devem pagar a reforma?”, questionou, a respeito da instituição de uma idade mínima de aposentadoria.

Prado realizou simulações, a forma mais eficiente de demonstrar o golpe praticado pela Reforma contra a população. Criticou ainda a proposta da capitalização, mencionando o retorno financeiro das aplicações infinitamente inferior ao que hoje realiza o INSS, além do risco de implosão do sistema pela falta de recursos. “De acordo com a OIT, 31 países realizaram reformas previdenciárias de 2008 para cá. Todas tiveram de ser revistas”, apontou.

USTL

O presidente da CNTA e diretor do Stial, Artur Bueno de Camargo, representou a USTL na mesa de trabalhos. Ele reforçou que a previdência pública pertence à sociedade brasileira, não a governo A ou B. “Estamos juntos nesta luta, em busca de dignidade”, afirmou, aos outros sindicalistas.

O presidente do Conespi, e do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, Wagner da Silveira, louvou a união de sindicatos pertencentes a centrais e ideologias diferentes. “Deixamos de debater ideologia e passamos a debater a vida do trabalhador. Isto é muito importante”, declarou.

O material informativo contra a PEC 06/2019 da USTL, distribuído na Praça Toledo Barros no sábado (11), foi entregue aos presentes e bastante elogiado pelos sindicalistas. “Precisamos fazer um destes, aqui“, finalizou o presidente do Conespi.

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